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CBF define data para anunciar mudança que deve atrapalhar muito o Inter

Afundado em endividamentos, o Inter pode ter mais problemas à vista para contratar. Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está caminhando para implementar regras do famoso Fair Play Financeiro (FPF) no Brasil.

Com isso, Inter e Grêmio podem ter uma nova realidade nos próximos anos. Nesta segunda-feira (11), a CBF realizou uma reunião com a presença de 30 clubes, entre eles a dupla do Grenal, e também de 10 federações estaduais. Da Série A, apenas o Sport não enviou representantes.

A ideia de implementar regras de Fair Play Financeiro no Brasil está a todo vapor. Conforme revelado por Ricardo Gluck Paul, um dos vice-presidentes da CBF, todos os clubes da Série A e 13 clubes da Série B já deram seu parecer favorável.

A CBF agora possui prazo até novembro para estruturar um modelo de FPF adaptado para a realidade do futebol brasileiro, e em seguida apresentar aos clubes e federações. De acordo com Samir Xaud, presidente da entidade, a reunião desta semana trata-se de um primeiro passo.

“É um primeiro encontro, procuraremos ouvir os clubes e as formas de fair play financeiro que o corpo técnico trouxe para nós. Uma discussão mais firme e aprimorada para colocar em prática o fair play. Não posso cravar datas ou números, depende das discussões que faremos. Quero fazer o mais rápido possível, dentro de uma medida que não coloque em risco o futebol brasileiro.”, completou Samir Xaud.

Fair Play Financeiro irá prejudicar Inter e Grêmio?

Vale ressaltar que a implementação de regras de controle de gastos como o Fair Play Financeiro em tese não prejudica clubes. Pelo contrário, o propósito é evitar que diretorias gastem valores que excedam a receita dos clubes. Dessa forma, o FPF quebraria o ciclo de endividamento.

Não à toa, o regulamento é comum no futebol europeu, asiático e norte-americano. Entre os pontos comuns ao redor do mundo, está punições por atraso de salários e outras infrações de leis trabalhistas, além de também punir clubes que atrasam pagamento de valores de transferências.

Além disso, o Fair Play também estipula um teto de gastos. Ou seja, clubes só podem gastar até uma certa porcentagem da receita arrecadada no ano anterior, mas não podem utilizar 100% ou exceder o valor. O objetivo é evitar endividamentos.

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